sexta-feira, 20 de abril de 2018

Le Chalet não empolga



Le Chalet equívoco do começo ao fim


Por Ana Lucia Venerando

Disponível desde o dia 17 de abril no Netflix,  Le Chalet não consegue nem mesmo se explicar a que veio. Composta por seis episódios, muitos deles com quase uma hora de duração, a série aposta no bom e velho roteiro em que amigos se reúnem após 20 anos afastados. Mas sem entusiasmar.

Várias circunstâncias  deixam o grupo isolado em um vilarejo nos alpes franceses. Logo começa o desaparecimento e a morte de muitos das personagens do chalé e de alguns dos moradores da pequena vila.

Exibida na França pelo canal France 2, Le Chalet usa com demasia flashbacks justamente nos momentos em que o telespectador começa a se habituar com o ritmo da história. Logo fica claro que tudo não passa de revanche do tipo: `a vingança é um prato que se come frio´.

Trata-se de uma fórmula já usada zilhões de vezes. Em muitos casos dá  certo. Neste, especificamente, não acontece. Mesmo com a boa atuação dos atores. Destaque para Nicolas Gob no papel de Sébastien Genesta.

Detalhe: a música de abertura é de cortar os pulsos com faca de manteiga.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Nova versão de Perdidos no Espaço aposta em clima sombrio   



Perigo Will Robinson, perigo


Por Ana Lucia Venerando

Disponível no Netflix desde o dia 13 de abril, a nova versão de Perdidos no Espaço é um presente para o marmanjos e também uma boa diversão para a galera mais nova. Ícone dos anos 60, a série foi um marco importante para o gênero ficção científica. Até hoje, o pessoal mais velho tem lembranças dos desafios da família Robinson e das peripécias do malvado Dr. Zachary Smith.

Em 1998, foi lançado o filme com vários atores conhecidos como Willian Hurt, no papel  do patriarca da família (John Robinson), Mimi Rogers (Dra. Maureen Robinson), Gary Oldman (Dr. Smtih) e Matt LeBlanc ( Joey, de Friends,  como o Major Don West). O filme não agradou fãs e nem ao novo público.

Duas décadas depois, o Netflix lança a série com dez episódios. Assim como aconteceu com Stranger Things, é uma aposta da plataforma na memória afetiva do público.  A ideia, assim como na série-mãe, é a busca pela colonização de outro planeta. Mas traz importantes mudanças no roteiro.

A principal é o empoderamento das personagens femininas. E não dava para ser diferente. Impossível nos dias de hoje, ter uma Dra. Maureen submissa e resignada a preparar as refeições da família. Na nova versão, Molly Parker (House of Cards) encarna o papel de mãe, engenheira aeroespacial e de quem dá as cartas na Júpiter 2. John Robinson (Toby Stephens, de Black Sails) carrega a culpa de não ser um pai presente. Por isso, aceita as ordens da mulher. E não pelo fato de realmente ela ser a cabeça da operação.

Judith (Taylor Russel - Falling Skies) ganha confiança e coragem nesta nova versão. E Penny (Mina Sundwall - Amor Direito) é muito mais inteligente que sua antecessora dos anos 60. A grande surpresa é o papel do Dr. Smith. Agora é Dra. Smith, encarnada pela atriz Parker Posey (Superman, o Retorno). Posey dá um ar muito mais vil à personagem que tem como objetivo sempre se dar bem. Custe o que custar.

Outra mudança que funciona bem é o Robô. Claro que ele não deixou de falar a clássica frase: `Perigo, Will Smith.´ Só que agora ele é alienígena. Lembra um pouco os cilônios (aqueles da releitura de Battlestar Galactica) e também o bom e velho Alien. A amizade entre o Robô e Will Smith (Max Jenkins - Sense 8) continua intensa. Porém, é muito mais simbiótica e perigosa.

Ao contrário da série dos anos 60, os Robinsons não são os únicos terráqueos no desconhecido planeta. A Júpiter 2 é mais uma entre outras que fazem parte da Resolute -  estação espacial que levará os humanos para o idílico planeta Alpha Centaurus. Por sua vez, o mecânico Don West (Ignácio Serrichio - Privileged) encontra a família dias após a queda das naves.

Apesar de continuar a ser uma série para a família, os episódios são mais sombrios, com muita aventura e perrengues para a família Robinson se safar. Ótimos efeitos especiais e trilha sonora fantástica, com direito à música original. A série é uma prequel, que explica o encontro das personagens, para uma segunda temporada. Quem viver verá.


Produzida pela CBS, a série original tem três temporadas