Nova versão de Perdidos no Espaço aposta em clima sombrio
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| Perigo Will Robinson, perigo |
Por Ana Lucia Venerando
Disponível no Netflix desde o dia 13 de abril, a nova versão de
Perdidos no Espaço é um presente para o marmanjos e também uma boa diversão para a galera mais nova. Ícone dos anos 60, a série foi um marco importante para o gênero ficção científica. Até hoje, o pessoal mais velho tem lembranças dos desafios da família Robinson e das peripécias do malvado Dr. Zachary Smith.
Em 1998, foi lançado o filme com vários atores conhecidos como Willian Hurt, no papel do patriarca da família (John Robinson), Mimi Rogers (Dra. Maureen Robinson), Gary Oldman (Dr. Smtih) e Matt LeBlanc ( Joey, de
Friends, como o Major Don West). O filme não agradou fãs e nem ao novo público.
Duas décadas depois, o Netflix lança a série com dez episódios. Assim como aconteceu com
Stranger Things, é uma aposta da plataforma na memória afetiva do público. A ideia, assim como na série-mãe, é a busca pela colonização de outro planeta. Mas traz importantes mudanças no roteiro.
A principal é o empoderamento das personagens femininas. E não dava para ser diferente. Impossível nos dias de hoje, ter uma Dra. Maureen submissa e resignada a preparar as refeições da família. Na nova versão, Molly Parker (
House of Cards) encarna o papel de mãe, engenheira aeroespacial e de quem dá as cartas na Júpiter 2. John Robinson (Toby Stephens, de
Black Sails) carrega a culpa de não ser um pai presente. Por isso, aceita as ordens da mulher. E não pelo fato de realmente ela ser a cabeça da operação.
Judith (Taylor Russel -
Falling Skies)
ganha confiança e coragem nesta nova versão. E Penny (Mina Sundwall -
Amor Direito) é muito mais inteligente que sua antecessora dos anos 60. A grande surpresa é o papel do Dr. Smith. Agora é
Dra. Smith, encarnada pela atriz Parker Posey (
Superman, o Retorno). Posey dá um ar muito mais vil à personagem que tem como objetivo sempre se dar bem. Custe o que custar.
Outra mudança que funciona bem é o Robô. Claro que ele não deixou de falar a clássica frase: `Perigo, Will Smith.´ Só que agora ele é alienígena. Lembra um pouco os cilônios (aqueles da releitura de
Battlestar Galactica) e também o bom e velho Alien. A amizade entre o Robô e Will Smith (Max Jenkins -
Sense 8) continua intensa. Porém, é muito mais simbiótica e perigosa.
Ao contrário da série dos anos 60, os Robinsons não são os únicos terráqueos no desconhecido planeta. A Júpiter 2 é mais uma entre outras que fazem parte da Resolute - estação espacial que levará os humanos para o idílico planeta Alpha Centaurus. Por sua vez, o mecânico Don West (Ignácio Serrichio -
Privileged) encontra a família dias após a queda das naves.
Apesar de continuar a ser uma série para a família, os episódios são mais sombrios, com muita aventura e perrengues para a família Robinson se safar. Ótimos efeitos especiais e trilha sonora fantástica, com direito à música original. A série é uma prequel, que explica o encontro das personagens, para uma segunda temporada. Quem viver verá.
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Produzida pela CBS, a série original tem três temporadas
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